domingo, 17 de junho de 2012

A impressionante migração do caranguejo-vermelho

O Caranguejo-vermelho (Gecarcoidea natalis), tal como o próprio nome cientifico indica, pode ser encontrado na ilha Natal (Christmas), pequena ilha no Norte da Austrália. Esta pequena Ilha pode parecer apenas um pequeno rochedo no Oceano Índico, mas alberga cerca de 120 milhões de caranguejos-vermelhos que protagonizam uma das migrações anuais mais ousadas e impressionantes. 

Os mais de 100 milhões de caranguejos saem das florestas húmidas e vão para a costa desovar transformando a ilha num enorme tapete vermelho. 


Pelo caminho, como não podia deixar de ser devido ao seu grande número, eles invadem tudo... Mas os habitantes já estão acostumados a este fenómeno. Quando a migração atinge o seu auge e as barreiras das estradas deixam de fazer efeito as estradas são mesmo fechadas.



Quando as fêmeas chegam à costa, cada uma coloca cerca de 100 mil ovos e regressam às florestas húmidas. Semanas depois é a vez das crias irem para as florestas...



Os habitantes locais dizem que para a população de caranguejos se manter como está só precisam de haver 2 anos de clima húmido a cada 10 anos.


Aqui ficam um pequeno vídeo da National Geographic acerca deste tema! ;)

domingo, 27 de maio de 2012

Conheça Portugal! Conheça as nossas Espécies!

"A Aidnature.org é uma Associação Sem fins Lucrativos, qualificada como Organização Não Governamental, fundada em 2011 em Lisboa, Portugal. 

A Aidnature.org tem como missão a capacitação das comunidades humanas no sentido de um desenvolvimento em harmonia com a Natureza, concretizando os seus objectivos através da documentação da Biodiversidade, da divulgação do estado de preservação dos ambientes naturais, e da sensibilização das comunidades para a necessidade de conservar os ambientes selvagens."







"Alguns momentos do que as nossas lentes têm fotografado no decorrer do último ano que o vão levar numa pequena viagem desde as mais densas florestas até aos picos das maiores montanhas atalhando por entre o Montado, descendo os mais belos rios sem deixar de passar pelos estuários e chegando finalmente aonde o mar começa.

Conheça Portugal! Conheça as nossas Espécies! Siga a Natureza: facebook.com/aidnature.org

Locais: Serra de Sintra, Serra da Lousã, Serra de Montesinho, Serra da Estrela, Rio Zêzere, Rio Tuela, Rio Douro, Tejo Internacional,Reserva da Faia Brava, Estuário do Tejo, Costa Vicentina.

Espécies de Fauna por ordem de aparição: Veado, Cia, Gaio, Felosa Comum, Esquilo, Salamandra, Javali, Lobo Ibérico, Corço, Milhafre Preto, Chapim Azul, Pintaroxo Comum, Tentilhão, Melro, Cartaxo, Grifo, Abutre do Egipto, Abutre Preto, Pisco, Raposa, Bico Grossudo, Gamo, Abelharuco, Verdilhão, Veados, Flamingos, Ibis Preta, Garça Real, Garça Branca, Colhereiro, Cegonha Branca, Gaivota de Cabeça Escura.

Música: Time - Hans Zimmer"


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Casuar - Uma ave que poucos conhecem

O Casuar (Casuarius casuarius) é o maior membro da sua família e é o segundo pássaro mais pesado na terra. É uma ave ágil, esperta, que corre até cerca de 50 km/h e salta até 1,5m, sem qualquer embalo, num único impulso (embora não pareça). No seu habitat natural vivem em florestas húmidas, florestas de galeria e savanas arborizadas, na Austrália e na Nova Guiné. São animais tímidos, calmos e bons nadadores.



Normalmente, esta espécie varia de 127–170 cm de altura, com as fêmeas em média a pesarem 58 kg e os machos entre 29 e 34 kg. Reconhecem-se pela "crista" córnea que possuem no alto da cabeça, que cresce devagar nos primeiros anos de vida do animal e tem função desconhecida. 



Possuem plumagem dura e rígida, um elmo marrom, rosto e pescoço azul, nuca vermelha e duas "varas" vermelhas penduradas na sua garganta. Os juvenis têm a plumagem marrom com listras longitudinais. Quanto às asas são atrofiadas, não sendo portanto utilizadas para voos, uma vez que estes ao longo da evolução biológica perderam a capacidade de voar, sendo aves corredoras. No seu dedo interno há uma unha desenvolvida, em forma de punhal que é muito perigosa pois uma patada sua pode ocasionar graves ferimentos, podendo até decepar um membro, num único golpe. 


O período de reprodução tende a coincidir com a estação seca. Os machos atraem as fêmeas aos seus territórios que têm cerca de 1 a 5 km2, onde permanecem, acasalam e põem de 3 a 5 ovos de cor verde brilhante. 


Após a postura, as fêmeas abandonam os ninhos e deixam-no aos cuidados do macho, que fica com a obrigação de incubar (durante cerca de 50 dias) e criar os filhotes. As crias são nidífugas, isto é, abandonam o ninho precocemente, neste caso, com poucas horas de vida, altura em que já começam a comer sozinhas. É também o macho quem acompanha as crias, durante nove meses, até se tornarem independentes. As fêmeas praticam poliandria sucessiva, isto é, acasalam com mais de um macho na mesma época reprodutora, conseguindo realizar duas ou três posturas durante esse tempo.
São animais omnívoros.



É uma espécie vulnerável (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Tem sido ameaçada pela destruição do habitat e pela caça.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

África do Sul: um rinoceronte é morto a cada 20 horas

A recente polémica que se abateu sobre o rei de Espanha, Juan Carlos, por ter viajado ao Botswana para caçar elefantes, na semana passada – e que o levou a pedir desculpas ao povo espanhol – tem gerado toda uma onda de breve mediatismo na caça aos animais de grande porte.
Ontem foi o fundador e CEO da Virgin, o britânico Richard Branson, que publicou uma pequena nota no seu blog a dar conta que, na África do Sul, um rinoceronte é morto a cada 20 horas. “Incrivelmente, 448 rinocerontes foram mortos ilegalmente, na África do Sul, em 2011 – é um em cada 20 horas”, explicou o carismático gestor.
Segundo Branson, que cita dados de Peter Knights, da WildAid, existem agora menos de 5.000 rinocerontes pretos no Mundo, pelo que, a continuar esta matança ilegal, a espécie estará extinta em dez anos.
Os chifres de rinoceronte são muito procurados em países como a China e o Vietname, onde muitos lhes dão propriedades para curar doenças como o cancro ou até ressacas. “É mentira. O corno de rinoceronte não tem qualquer propriedade médica. E os líderes políticos, sociais e de saúde da China e Vietname precisam de passar rapidamente esta mensagem”, escreveu Branson.
Quer saber mais sobre este assunto? Visite o Wild Aid e descubra como a sua ajuda é importante – também – para colocar este tema na ordem do dia.

 Publicado em GreenSavers.pt

 


 Ajude-nos a ajudar!

terça-feira, 28 de junho de 2011

O que fazer quando encontrar um animal selvagem ferido ou debilitado?

Muitas pessoas encontram animais selvagens fora do seu habitat natural mas não sabem como proceder nem com que entidades contactar.






Se encontrar um animal ferido ou debilitado deverá:


1 – Evitar ao máximo perturbá-lo, minimizando o barulho, tempo de manipulação e o contacto com as pessoas;

2 – Usar uma toalha ou pano para cobrir a cabeça do animal (evita estímulos visuais, acalmando-o) e colocá-lo numa caixa de cartão adequada ao seu tamanho, com pequenos furos para que possa respirar. Ter muita atenção ao focinho e às garras para não ser magoado!

3 – Não manter o animal em sua posse mais tempo do que o estritamente necessário e apenas prestar os  primeiros-socorros se tiver conhecimentos para tal.

4 – Entrar de imediato em contacto com:


SEPNA-GNR:217 503 080  - Email: sepna@gnr.pt -
SOS Ambiente e Território: 808 200 520
CERVAS:962714492
Parque Natural ou Área Protegida mais próxima.



Nunca transporte animais para casa!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A importância dos animais nos desastres naturais

Porque é que os animais são tão importantes nos desastres naturais??

Alguns acontecimentos fortalecem a teoria de que os animais são dotados de um “sexto sentido”, ou seja, uma relação muito próxima com os segredos da natureza... Os irracionais parecem ter premonição, pois conseguem prever as catástrofes ambientais! Por eles terem os sentidos mais aguçados que os do ser humano, são capazes de captar vibrações e mudanças na pressão do ar e até as ondas que vêm do centro da terra, fugindo depois para encontrarem um local seguro.
De qualquer maneira um facto é certo, os animais sabem o que vai acontecer muito antes de nós. As pesquisas acerca do comportamento animal merecem ser aprimoradas, procurando encontrar uma fórmula de permitir que os animais sirvam futuramente como um sistema de alerta para os seres humanos frente as grandes manifestações da natureza.
Os cientistas podem detectar sinais que mostram as possibilidades de um terremoto (como as pressões sísmicas, modificações dos campos magnéticos, inclinação do solo, etc.), mas todas estas técnicas não permitem prever com exactidão quando acontecerá uma catástrofe. Na China, um grupo de especialistas em sismologia em Nanning, província de Guangxi, decidiram usar cobras para prever abalos sísmicos. Monitorizam, 24 horas por dia, um conjunto de cobras e os seus ninhos, com o intuito de prever tremores de terra. Eles acreditam que as cobras podem sentir a libertação de energia que dá origem aos tremores de terra cerca de 120 horas antes de os sismógrafos os registarem e de os humanos sentirem o chão a tremer debaixo dos pés. As cobras são, segundo os pesquisadores, os animais que mais rápido dão sinal de movimentos na crosta terrestre, embora acreditem que todos os répteis têm capacidade de sentir estas alterações. Nas horas que antecedem um abalo, o comportamento das cobras é errático e agressivo, chegando a atirar-se repetidamente contra as paredes ou vidros dos espaços onde estão confinadas.
O histórico de catástrofes ambientais anunciadas pelos animais é muito antigo. Oficialmente o interesse pelo tema iniciou em 1975 quando os funcionários da cidade chinesa de Haicheng foram surpreendidos pelo comportamento anormal dos animais e resolveram evacuar a cidade de 90 mil habitantes. Pouco depois um terremoto de escala 7.3 atingiu a cidade destruindo 90% dos edifícios.
Existem muitos relatos de testemunhas que viram aves e animais migrando antes de terremotos, maremotos e erupções vulcânicas.
O veterinário PhD Robert Eckstein, estudioso do comportamento animal no departamento de biologia da Warren Wilson College, em Asheville, Estados Unidos, afirma: "Eles sentem aspectos do mundo real que nós não temos conhecimento."
Por: Vininha F. Carvalho

Os animais são sem dúvida sensitivos naturais!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Abetarda, a desconfiada!

Uma das espécies mais emblemáticas do Alentejo, a abetarda é a mais pesada das aves europeias, mas também uma das mais difíceis de observar.


A Otis tarda é uma ave muito grande, chegando os machos a pesar 16 kg. As fêmeas são um pouco mais pequenas, sendo a diferença visível quando estão perto dos machos. A plumagem é castanha e o pescoço esbranquiçado. Devido ao seu comportamento muito arisco, as abetardas raramente se deixam ver a pequena distância, pelo que estes aspectos nem sempre são fáceis de observar.



Esta é uma ave muito pouco comum e com uma distribuição muito localizada, a abetarda muito difícil de encontrar fora dos seus locais habituais de ocorrência. A espécie conta hoje em Portugal com uma população de cerca de 1000 indivíduos (metade dos quais se encontram nas planícies de Castro Verde). Frequenta sobretudo grandes extensões abertas e dificilmente tolera aproximações de pessoas a menos de 1 km. Embora a espécie seja sobretudo residente, é habitual haver alguma dispersão de indivíduos nos meses de Verão, havendo então observações esporádicas de abetardas noutras regiões do país.



Ameaças

Intensificação da agricultura, florestação das terras agrícolas, expansão de cultivos lenhosos, construção de estradas, albufeiras, outras infraestruturas, ceifa e a lavoura de pousios, abandono agrícola e do pastoreio extensivo, sobrepastoreio, utilização de agro-químicos, colisão com linhas aéreas de transporte de energia, expansão urbano-turística, perturbação provocada pelas actividades humanas e predadores de ovos e crias.




Objectivos de Conservação
- Manter ou melhorar as áreas de reprodução e alimentação. 
- Recuperar os efectivos da população nas suas áreas de distribuição. 
- Aumentar a população de Abetardas em algumas ZPEs para os efectivos existentes há 20 anos. 


Onde observar?
É nas planícies alentejanas que é mais fácil observar esta espécie. No Inverno formam-se bandos que podem reunir muitas dezenas de indivíduos.

- Beira interior: A abetarda é rara para norte do Tejo, sendo a campina de Idanha o melhor local da região para observar esta espécie.

- Lisboa e Vale do Tejo: Rara e irregular, não nidifica nesta zona; por vezes observa-se no estuário do Tejo (em especial na Ponta da Erva) durante os meses de Verão. 



- Alentejo: A região de Castro Verde reúne a maior concentração de abetardas do país e é o melhor local do território nacional para observar esta espécie; outros locais favoráveis para ver abetardas situam-se nas zonas de Cuba, Mourão, Elvas, Évora e Alter do Chãos.

 Fonte: Aves de portugal; ICNB.