sexta-feira, 18 de maio de 2012

África do Sul: um rinoceronte é morto a cada 20 horas

A recente polémica que se abateu sobre o rei de Espanha, Juan Carlos, por ter viajado ao Botswana para caçar elefantes, na semana passada – e que o levou a pedir desculpas ao povo espanhol – tem gerado toda uma onda de breve mediatismo na caça aos animais de grande porte.
Ontem foi o fundador e CEO da Virgin, o britânico Richard Branson, que publicou uma pequena nota no seu blog a dar conta que, na África do Sul, um rinoceronte é morto a cada 20 horas. “Incrivelmente, 448 rinocerontes foram mortos ilegalmente, na África do Sul, em 2011 – é um em cada 20 horas”, explicou o carismático gestor.
Segundo Branson, que cita dados de Peter Knights, da WildAid, existem agora menos de 5.000 rinocerontes pretos no Mundo, pelo que, a continuar esta matança ilegal, a espécie estará extinta em dez anos.
Os chifres de rinoceronte são muito procurados em países como a China e o Vietname, onde muitos lhes dão propriedades para curar doenças como o cancro ou até ressacas. “É mentira. O corno de rinoceronte não tem qualquer propriedade médica. E os líderes políticos, sociais e de saúde da China e Vietname precisam de passar rapidamente esta mensagem”, escreveu Branson.
Quer saber mais sobre este assunto? Visite o Wild Aid e descubra como a sua ajuda é importante – também – para colocar este tema na ordem do dia.

 Publicado em GreenSavers.pt

 


 Ajude-nos a ajudar!

terça-feira, 28 de junho de 2011

O que fazer quando encontrar um animal selvagem ferido ou debilitado?

Muitas pessoas encontram animais selvagens fora do seu habitat natural mas não sabem como proceder nem com que entidades contactar.






Se encontrar um animal ferido ou debilitado deverá:


1 – Evitar ao máximo perturbá-lo, minimizando o barulho, tempo de manipulação e o contacto com as pessoas;

2 – Usar uma toalha ou pano para cobrir a cabeça do animal (evita estímulos visuais, acalmando-o) e colocá-lo numa caixa de cartão adequada ao seu tamanho, com pequenos furos para que possa respirar. Ter muita atenção ao focinho e às garras para não ser magoado!

3 – Não manter o animal em sua posse mais tempo do que o estritamente necessário e apenas prestar os  primeiros-socorros se tiver conhecimentos para tal.

4 – Entrar de imediato em contacto com:


SEPNA-GNR:217 503 080  - Email: sepna@gnr.pt -
SOS Ambiente e Território: 808 200 520
CERVAS:962714492
Parque Natural ou Área Protegida mais próxima.



Nunca transporte animais para casa!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A importância dos animais nos desastres naturais

Porque é que os animais são tão importantes nos desastres naturais??

Alguns acontecimentos fortalecem a teoria de que os animais são dotados de um “sexto sentido”, ou seja, uma relação muito próxima com os segredos da natureza... Os irracionais parecem ter premonição, pois conseguem prever as catástrofes ambientais! Por eles terem os sentidos mais aguçados que os do ser humano, são capazes de captar vibrações e mudanças na pressão do ar e até as ondas que vêm do centro da terra, fugindo depois para encontrarem um local seguro.
De qualquer maneira um facto é certo, os animais sabem o que vai acontecer muito antes de nós. As pesquisas acerca do comportamento animal merecem ser aprimoradas, procurando encontrar uma fórmula de permitir que os animais sirvam futuramente como um sistema de alerta para os seres humanos frente as grandes manifestações da natureza.
Os cientistas podem detectar sinais que mostram as possibilidades de um terremoto (como as pressões sísmicas, modificações dos campos magnéticos, inclinação do solo, etc.), mas todas estas técnicas não permitem prever com exactidão quando acontecerá uma catástrofe. Na China, um grupo de especialistas em sismologia em Nanning, província de Guangxi, decidiram usar cobras para prever abalos sísmicos. Monitorizam, 24 horas por dia, um conjunto de cobras e os seus ninhos, com o intuito de prever tremores de terra. Eles acreditam que as cobras podem sentir a libertação de energia que dá origem aos tremores de terra cerca de 120 horas antes de os sismógrafos os registarem e de os humanos sentirem o chão a tremer debaixo dos pés. As cobras são, segundo os pesquisadores, os animais que mais rápido dão sinal de movimentos na crosta terrestre, embora acreditem que todos os répteis têm capacidade de sentir estas alterações. Nas horas que antecedem um abalo, o comportamento das cobras é errático e agressivo, chegando a atirar-se repetidamente contra as paredes ou vidros dos espaços onde estão confinadas.
O histórico de catástrofes ambientais anunciadas pelos animais é muito antigo. Oficialmente o interesse pelo tema iniciou em 1975 quando os funcionários da cidade chinesa de Haicheng foram surpreendidos pelo comportamento anormal dos animais e resolveram evacuar a cidade de 90 mil habitantes. Pouco depois um terremoto de escala 7.3 atingiu a cidade destruindo 90% dos edifícios.
Existem muitos relatos de testemunhas que viram aves e animais migrando antes de terremotos, maremotos e erupções vulcânicas.
O veterinário PhD Robert Eckstein, estudioso do comportamento animal no departamento de biologia da Warren Wilson College, em Asheville, Estados Unidos, afirma: "Eles sentem aspectos do mundo real que nós não temos conhecimento."
Por: Vininha F. Carvalho

Os animais são sem dúvida sensitivos naturais!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Abetarda, a desconfiada!

Uma das espécies mais emblemáticas do Alentejo, a abetarda é a mais pesada das aves europeias, mas também uma das mais difíceis de observar.


A Otis tarda é uma ave muito grande, chegando os machos a pesar 16 kg. As fêmeas são um pouco mais pequenas, sendo a diferença visível quando estão perto dos machos. A plumagem é castanha e o pescoço esbranquiçado. Devido ao seu comportamento muito arisco, as abetardas raramente se deixam ver a pequena distância, pelo que estes aspectos nem sempre são fáceis de observar.



Esta é uma ave muito pouco comum e com uma distribuição muito localizada, a abetarda muito difícil de encontrar fora dos seus locais habituais de ocorrência. A espécie conta hoje em Portugal com uma população de cerca de 1000 indivíduos (metade dos quais se encontram nas planícies de Castro Verde). Frequenta sobretudo grandes extensões abertas e dificilmente tolera aproximações de pessoas a menos de 1 km. Embora a espécie seja sobretudo residente, é habitual haver alguma dispersão de indivíduos nos meses de Verão, havendo então observações esporádicas de abetardas noutras regiões do país.



Ameaças

Intensificação da agricultura, florestação das terras agrícolas, expansão de cultivos lenhosos, construção de estradas, albufeiras, outras infraestruturas, ceifa e a lavoura de pousios, abandono agrícola e do pastoreio extensivo, sobrepastoreio, utilização de agro-químicos, colisão com linhas aéreas de transporte de energia, expansão urbano-turística, perturbação provocada pelas actividades humanas e predadores de ovos e crias.




Objectivos de Conservação
- Manter ou melhorar as áreas de reprodução e alimentação. 
- Recuperar os efectivos da população nas suas áreas de distribuição. 
- Aumentar a população de Abetardas em algumas ZPEs para os efectivos existentes há 20 anos. 


Onde observar?
É nas planícies alentejanas que é mais fácil observar esta espécie. No Inverno formam-se bandos que podem reunir muitas dezenas de indivíduos.

- Beira interior: A abetarda é rara para norte do Tejo, sendo a campina de Idanha o melhor local da região para observar esta espécie.

- Lisboa e Vale do Tejo: Rara e irregular, não nidifica nesta zona; por vezes observa-se no estuário do Tejo (em especial na Ponta da Erva) durante os meses de Verão. 



- Alentejo: A região de Castro Verde reúne a maior concentração de abetardas do país e é o melhor local do território nacional para observar esta espécie; outros locais favoráveis para ver abetardas situam-se nas zonas de Cuba, Mourão, Elvas, Évora e Alter do Chãos.

 Fonte: Aves de portugal; ICNB.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A rapina mais rara de Portugal

A águia-Imperial (Aquila Adalberti) é uma ave soberba, de grandes dimensões, apresentando uma envergadura de asas que pode atingir os 2 m, que se encontra criticamente em perigo, ocorrendo, unicamente, como nidificante, em Portugal e Espanha.


Esta ave de rapina é exclusiva do Mediterrâneo Ocidental e uma das rapinas mais raras do mundo. Numerosas acções de conservação têm permitido a sua recuperação passando de 100 casais em 1995 aos actuais 230 de 2007.
Esta grande rapina nidifica em zonas de montado de azinho e sobro, estabelecendo os seus ninhos sobre a copa de grandes árvores e tem as suas áreas de caça em áreas de pasto, cereal ou matagais, onde captura as suas presas.
A diminuição da sua presa principal – o coelho (nomeadamente devido a doenças) assim como a fragmentação do seu habitat preferencial – os montados – são factores de risco para a espécie.

Identificação
A melhor forma de distinguir a águia-imperial centra-se na coloração dos ombros e da nuca, que são visivelmente brancos, na cauda mais pálida e nas asas mais rectangulares. Por vezes é designada por águia-imperial-ibérica, para permitir a distinção da sua congénere mais oriental.


Abundância e calendário

A águia-imperial é extremamente rara em Portugal e como nidificante tem uma distribuição muito localizada. Apenas a ocorrência de exemplares jovens na fase de dispersão, possivelmente oriundos de Espanha, pode alterar este padrão de distribuição, alargando assim a área de ocorrência. Sendo fundamentalmente residente, ocorre em Portugal durante todo o ano. No entanto, as águias-imperiais jovens são mais facilmente observáveis durante a fase de dispersão, que se dá entre os meses de Outubro e Fevereiro.

Onde observar
Considerando a raridade desta espécie, as expectativas de a conseguir observar devem ser niveladas por baixo.
- Beira interior: O melhor local é o Tejo Internacional;
Alentejo: A presença da águia-imperial nesta região parece ser irregular, mas a espécie pode ser vista esporadicamente na região de Barrancos e nas planícies de Castro Verde;
Algarve: A presença desta águia é regular na zona do cabo de São Vicente durante o Outono, sendo observadas principalmente aves jovens e imaturas durante os seus movimentos dispersivos.

Fonte: WWF Portugal; Aves de Portugal

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Conservação da gralha-de-bico-vermelho

A forte regressão das gralhas-de-bico-vermelho a nível nacional e internacional, levou-a à sua inclusão na lista do Anexo I da Directiva Aves (79/409/CEE, alterada pela Directiva 85/411/CEE), a qual é destinada às espécies de aves de interesse comunitário cuja conservação requer a designação de zonas de protecção especial. A publicação do Livro Vermelho dos Vertebrados tem vindo a reflectir a regressão na distribuição da espécie, que de acordo com as categorias da UICN, em 1990 atribuiu-se-lhe o estatuto de “Vulnerável” e em 2006 a espécie passou a inscrever-se na categoria de “Em Perigo”. Uma estimativa fiável de 2007 apontava para a existência de 700 a 1000 indivíduos e de 140 a 285 casais reprodutores. As causas apontadas para a regressão da espécie parecem estar ligadas ao abandono do pastoreio extensivo e da agricultura tradicional, com a consequente desenvolvimento dos estratos herbáceos e arbustivos, à intensificação da agricultura associada ao uso de agro-químicos. Existe também a hipótese de haver alterações ao nível do sucesso reprodutivo da espécie que podem potenciar o seu declínio no médio longo prazo.



Conscientes da situação pouco favorável, em que se encontra esta espécie, a Quercus, com o apoio da Vodafone Portugal e da Cooperativa Terra Chã, iniciou em 2008 o projecto de “Conservação da Gralha-de-bico-vermelho na Serra dos Candeeiros” no âmbito do programa “Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade 2008-2012”. O objectivo do projecto consiste em conservar a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax) na serra dos Candeeiros, com recurso à manutenção e incremento de áreas de pastagens extensivas para o pastoreio de gado caprino, com condicionamento do encabeçamento, que se traduzam na melhoria do habitat de alimentação da espécie. Pretende-se igualmente fomentar actividades económicas que criem dinâmicas de desenvolvimento local ligadas aos produtos tradicionais e ao turismo de natureza. Este projecto tem a duração de cinco anos (2008-2012).



Identificação
As aves adultas são inconfundíveis, com o seu corpo preto, e patas e bico vermelhos, sendo este comprido e fino, e encurvado. Os mais jovens têm o bico amarelado. Geralmente gregárias, as
gralhas-de-bico-vermelho são bastante vocais, emitindo um som metálico bastante característico e fácil de identificar.


Abundância e calendário
A Gralha-de-bico-vermelho tem o estatuto de conservação de "Em perigo", tendo, em Portugal, uma distribuição muito fragmentada, estando presente em algumas zonas de falésias costeiras, em zonas montanhosas rochosas e vales fluviais escarpados. Sendo uma espécie essencialmente residente, pode ser encontrada durante todo o ano nos locais onde ocorre. É uma espécie bastante fiel aos locais de cria, sendo raramente observada fora da área normal de distribuição.



Onde observar
As áreas tradicionais de ocorrência são mais numerosas a norte que a sul.
- Entre Douro e Minho – Presente unicamente na serra da Peneda, mas em números baixos, pelo que a sua observação pode não ser muito fácil.

- Trás-os-Montes – Pode ser encontrada nos vales do Douro Internacional, nomeadamente junto a Miranda do Douro e na barragem do Picote. Também ocorre na serra do Alvão e na parte oriental da Serra do Gerês.

Litoral centro – Distribui-se pelas serras de Aire e Candeeiros.

Beira Interior – Irregular nesta região, ocorre esporadicamente na Serra da Estrela, onde deverá ter nidificado no passado.

Lisboa e Vale do Tejo – não ocorre habitualmente nesta zona, mas por vezes observa-se na Serra de Montejunto.

Algarve – o cabo de Sao Vicente é talvez o melhor local de observação desta espécie em Portugal, pela facilidade de detecção. Ocorre também em Sagres.


Adaptado de Aves de portugal e Quercus.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Mundo das Abelhas

As abelhas são insectos sociais que vivem em colónias. Elas são conhecidas há mais de  40.000 anos e as que mais se prestam para a polinização (Levam agarrado ao corpo o pólen para outras flores, possibilitando assim a reprodução das mesmas), ajudando enormemente a agricultura, produção de mel, geleia real, cera, própolis e pólen, são as abelhas pertencentes ao género  Apis.

Durante seu ciclo de vida, as abelhas passam por quatro diferentes fases: ovo, larva, pupa e adulto.


As abelhas são um animal laborioso, disciplinado e convive num  sistema de extraordinária organização: em cada colmeia existem cerca de 80.000 abelhas e cada colónia é constituída por uma única rainha, dezenas de zangões e milhares de operárias.  



As abelhas vivem em colónias muito bem organizadas em que os indivíduos se dividem em castas, possuindo funções bem definidas que são executadas visando sempre à sobrevivência e manutenção do enxame. Numa colónia, em condições normais, existe uma rainha, cerca de 5.000 a 100.000 operárias e até 400 zangões.


 A rainha tem por função a postura de ovos e a manutenção da ordem social na colmeia. A rainha adulta possui quase o dobro do tamanho de uma operária e é a única fêmea fértil da colmeia, apresentando o aparelho reprodutor bem desenvolvido. A capacidade de postura da rainha pode ser de até 2.500 a 3.000 ovos por dia, em condições de abundância de alimento. Ela pode viver e reproduzir-se por até 3 anos ou mais. 

A rainha consegue manter a ordem social na colmeia através da libertação de feromonas. Essas substâncias têm função atractiva e servem para informar aos membros da colmeia que existe uma rainha presente e em actividade. Servem ainda para auxiliar no reconhecimento da colmeia e na orientação das operárias. A rainha está sempre acompanhada por um grupo de 5 a 10 operárias, encarregadas de alimentá-la e cuidar da sua limpeza.

Quando ocorre a morte da rainha ou quando ela deixa de produzir feromonas e de realizar posturas, em virtude de sua idade avançada, ou ainda quando o enxame está muito populoso e falta espaço na colmeia, as operárias escolhem ovos recentemente depositados ou larvas de até 3 dias de idade, que se desenvolvem em células especiais - realeiras - para a produção de novas rainhas. A primeira rainha a nascer destrói as demais realeiras e luta com outras rainhas que tenham nascido ao mesmo tempo até que apenas uma sobreviva.

As operárias realizam todo o trabalho para a manutenção da colmeia. Elas executam actividades distintas, de acordo com a idade, desenvolvimento glandular e necessidade da colónia.


 Os zangões são os indivíduos machos da colónia, cuja única função é fecundar a rainha durante o voo nupcial. Eles são maiores e mais fortes do que as operárias, entretanto, não possuem órgãos para trabalho nem ferrão e, em determinados períodos, são alimentados pelas operárias. Em contrapartida, os zangões apresentam os olhos compostos mais desenvolvidos e antenas com maior capacidade olfativa. Além disso, possuem asas maiores e musculatura de voo mais desenvolvida. Essas características permitem-lhes maior orientação, percepção e rapidez para a localização de rainhas virgens durante o voo nupcial.

Os zangões são atraídos pelas feromonas da rainha a distâncias de até 5 km durante o voo nupcial. Durante o acasalamento, o órgão genital do zangão (endófalo) fica preso no corpo da rainha e rompe-se, ocasionando a sua morte.

 
Nota: Caros leitores, se alguma vez forem picados por uma abelha devem apertar com jeitinho para sair o ferrão e retirarem o ferrão com uma pinça. Para reduzir o inchaço podem colocar compressas de água fria.