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| Migração de Gnus |
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A Lagoa de Santo André é um dos mais belos locais com que a natureza nos brindou. O extenso lençol de água, ladeado de dunas de grãos de areia dourada e uma avifauna riquíssima e diversificada tornam a meu ver, este local mágico.
Votada ao abandono durante alguns anos, só recentemente começou a ser cobiçada por diversas entidades. No ano 2000, foi finalmente criada a Reserva Natural da Lagoa de Santo André, de modo a conservar esta zona húmida de elevado valor ecológico, uma vez que é um local importante de passagem e invernada de diversas espécies com relevo para o galeirão (Fulica atra).
De entre as actividades humanas que aqui se praticam, a pesca é, a meu ver, a mais emblemática. Os barcos usados são a remos e o principal objectivo dos pescadores é a captura de enguias (Anguilla anguilla) que integram nos pratos da gastronomia típica da região.
Desprezada por muitos, é hoje procurada como “objecto” para geração de lucro fácil por parte de várias empresas que se dizem amigas do ambiente. É necessário salvar o Ecoturismo destas empresas que têm apenas como objectivo o lucro, esquecendo-se das populações locais e da conservação do meio ambiente e da biodiversidade.
Este local é constituído por paisagens únicas, donas de uma luminosidade muito própria e encantadora.
Cada vez que passo por aqui, apaixono-me… e sonho. Esta lagoa é minha conselheira...E um dos meus desejos é que as gerações vindouras tenham o prazer de contemplá-la como eu tive.
Lagoa de Santo André, a pérola da Costa Alentejana!
A indústria de peles é uma das indústrias mais cruéis do mundo, sendo a China a fonte mundial da maioria dos produtos de peles. Esta indústria sacrifica milhares de animais todos os anos e cada casaco de pele representa a morte de vários animais, sejam estes capturados no seu habitat natural ou criados em cativeiro. Nem mesmo as espécies protegidas ou os animais de estimação estão a salvo desta indústria que move milhões.
As peles de animais são utilizadas principalmente no fabrico de vestuário (sobretudo casacos), calçado, estofos, etc. Um dos métodos mais cruéis é a caça com armadilhas. Muitas pessoas desconhecem a brutalidade que os animais sofrem para que lhes seja retirada a pele. Os animais capturados nas armadilhas passam dias e por vezes semanas em agonia, antes de finalmente morrerem. Muitos chegam mesmo a roer os seus próprios membros tentando salvar-se. Além de tudo isto, muitos dos animais que caem nas armadilhas não são as espécies visadas pela indústria, e são por isso tratados como desperdícios. Desta forma, menos de metade dos animais que são capturados com armadilhas nem sequer chegam a ser utilizados pela indústria peleira!!!
Outro método utilizado por esta indústria é a criação de animais em cativeiro. Esta não é uma forma menos cruel, pois os animais mal atingem um ano de vida são mortos. Primeiro, são aprisionados em pequenas jaulas metálicas em condições imundas, expostos ao frio, ao calor e à fome. Antes de serem transformados em casacos de peles, os animais têm de sofrer uma última tortura, não menos cruel do que as já experimentadas: a matança! Depois de uma curta vida passada em condições deploráveis, os animais são asfixiados, electrocutados, envenenados, afogados, etc. Nem todos os animais morrem imediatamente e alguns chegam a ser esfolados ainda vivos!
Estes processos são vantajosos do ponto de vista do criador, pois assim a pele não fica danificada. Em alguns locais, para que as peles fiquem intactas, corta-se a língua do animal deixando-o a sangrar até morrer, realmente é uma dor que vai além do físico e cabe-nos a nós mudar essa triste realidade.
O que podemos fazer para ajudar é evitar ao máximo comprar qualquer produto fútil que a origem venha do sacrifício de um animal, bem como blusas de lã, acessórios de couro, casacos de pele, seda, etc. Procuremos nos contentar com o sintético que além de ser muito mais ecológico é mais económico e sua durabilidade é maior.
Este é realmente um assunto muito triste de ter que ser abordado, porém, nós precisamos de parar de ficar sempre na defensiva e começar a arregaçar as mangas para que isto aos poucos seja mudado pois realmente esta crueldade é sem tamanho.
"Que horror é meter entranhas em entranhas, engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos."
Pitágoras (570 a.C. - 496 a.C.)
Referências:
http://www.centrovegetariano.org/Article-46-A%2BInd%25FAstria%2Bde%2Bpeles.html
http://lpda.pt/01campanhas/peles.htm
http://adarecife.wordpress.com/2008/11/28/2811-sexta-feira-mundial-sem-pele/

Onça-pintada deitada na região do Pantanal de Miranda, Brasil
O casal de onças-pintadas que vi estava assim como esta... bem deitado!
Jamais esquecerei a magia daquele momento...

Aqui no pantanal, pelo que tenho observado os seus principais períodos de actividade são pela manhã e à tardinha (normalmente sempre do lado onde o sol se põe), mas em áreas mais perturbadas podem tornar-se exclusivamente nocturnas.
Venham conhecê-las!
Classificação e morfologia
O lince-ibérico, Lynx pardinus, é uma espécie de carnívoro que pertence à família Felidae. Este trata-se de um animal de dimensões médias, cujo comprimento varia entre 90cm e 120cm e que pesa 9-10Kg, no caso das fêmeas, e 12-14Kg no caso dos machos. Possui uma cabeça pequena em proporção com o corpo e os seus membros robustos terminam em patas com quatro dedos equipados com unhas, que pode recolher completamente.
Possui uma pelagem castanho-amarelada com manchas pretas, que lhe permite passar despercebido no seu ambiente natural, e apresenta como características inconfundíveis a cauda curta com a ponta negra, um conjunto de pêlos compridos nas extremidades das orelhas – os pincéis – e umas patilhas de longos pelos pretos e brancos de ambos os lados do focinho que se assemelham a barbas.
Biologia e Ecologia
O lince-ibérico ocorre apenas na Península Ibérica onde actualmente habita zonas que combinam áreas ricas em arbustos, onde encontra abrigo, e áreas mais abertas – que lhe proporcionam alimento. É uma espécie considerada especialista de habitat porque a sua presença está, na maioria dos casos, associada a áreas de matagal mediterrânico.
Trata-se de uma espécie solitária - os machos e fêmeas adultos só contactam na época de acasalamento – e territorial – os machos adultos ocupam áreas exclusivas que defendem uns dos outros, tal como acontece com as fêmeas. No entanto, os territórios de machos e fêmeas podem sobrepor-se.
Tal como acontece com o habitat, a espécie é também uma especialista em termos alimentares porque alimenta-se maioritariamente de coelho-bravo - um lince adulto necessita de ingerir diariamente o equivalente a um coelho-bravo. Em áreas ou em alturas em que a abundância de coelho é baixa, o lince caça também outros tipos de presas, como roedores, gamos, lebres, patos ou perdizes, ainda que prefira manifestamente o coelho.
A época de reprodução do lince tem um pico entre Dezembro e Janeiro. As crias, em número de 2 a 4, nascem depois de dois meses de gestação em cavidades naturais como troncos ocos de árvores de grandes dimensões ou cavidades rochosas, onde permanecem até aos dois meses de idade. Nessa altura, começam a acompanhar a mãe nas suas deslocações diárias até atingirem 1-2 anos de idade, quando dispersam, isto é, abandonam a progenitora e iniciam a procura do seu próprio território.
Medidas de Conservação em Portugal
Em território português as medidas de conservação do lince-ibérico são implementadas em Sítios da Rede Natura 2000 inscritos na área de ocorrência histórica da espécie e no âmbito de diversos projectos levados a cabo por diferentes entidades.
A aplicação de medidas de recuperação de habitat e das populações de presas no lince encontra-se também a decorrer na Reserva Natural da Serra da Malcata pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade que promove também um projecto de cariz semelhante e demonstrativo no Parque Natural do Vale do Guadiana e no Sítio Rede Natura 2000 com o mesmo nome ao abrigo de uma iniciativa denominada VALLIA – Valorização e Qualificação do Habitat do lince-ibérico no Alentejo.
Com o objectivo de criar um corredor de habitat mediterrânico adequado à conservação do lince-ibérico, a Liga para a Protecção da Natureza está a levar a cabo o Programa Lince, implementado ao abrigo do projecto LIFE “Recuperação do habitat do lince-ibérico no sítio de Moura/Barrancos” a que dá continuidade o Projecto LIFE + “Promoção do Habitat do Lince-ibérico e do Abutre-preto no Sudeste de Portugal”, e na Serra do Caldeirão.
Para além de todas estas acções no terreno, a conservação do lince-ibérico passa também reprodução da espécie em cativeiro, que a nível nacional está a ser levada a cabo no Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico.
Filipa Alves - Naturlink